Um total de 51 representações foram ajuizadas pela Procuradoria Eleitoral Auxiliar do Rio Grande do Norte, durante o período de março até
o dia 3 de outubro de 2010. A data da votação marca o fim do prazo para ingressar com representação por propaganda irregular dentro do estado, que é uma das atribuições designadas aos procuradores eleitorais auxiliares em época de eleições.
Inicialmente, o teor das representações se concentrou em coibir a propaganda eleitoral antecipada, buscando na Justiça Eleitoral a
aplicação de multa de até R$ 25 mil aos candidatos acusados de realizá-la no período vedado, antes de 6 de julho.
Dentre as punições até o momento obtidas, a deputada estadual Gesane Marinho, candidata à reeleição, recebeu multa de R$ 5 mil depois de comprovado que dois caminhões com fotos dela faziam distribuição de alimentos para moradores da Zona Norte. Junto com a deputada, o pai Jurandir Marinho também acabou multado no mesmo valor. Outros candidatos ainda poderão ser multados, caso os recursos interpostos perante o Tribunal Superior Eleitoral sejam acolhidos.
A festa promovida em torno do candidato Iberê Ferreira de Souza, ocorrida em maio no Vila Folia, também foi considerada pela Justiça
Eleitoral como propaganda antecipada, condenando Iberê e João da Silva Maia ao pagamento de R$ 7,5 mil cada um, e Wilma Maria de Faria e Jaime Calado à multa de R$ 5 mil, cada. No entanto, a maior parte das representações foi motivada pela prática de propaganda irregular em veículos, que extrapolava o limite permitido de 4 m². A multa aplicada em tais casos pode chegar a R$ 8 mil.
O grupo de auxiliares, formado pelos procuradores da República Rodrigo Telles de Souza, Gilberto Barroso de Carvalho Júnior e Ronaldo Pinheiro de Queiroz, foi designado pelo procurador-geral da República Roberto Monteiro Gurgel, para apoiar o trabalho realizado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), durante as eleições desse ano. "O período foi marcado por muitas propagandas irregulares e uma grande quantidade de pedido de direito de resposta, demonstrando que foi uma eleição áspera", ressalta Ronaldo Pinheiro de Queiroz.
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