O poder dos políticos e as perdas do RN…
De vez em quando, algum grande projeto é anunciado como sendo a redenção do nosso estado, do nosso povo potiguar.
Num passado recente, perdemos a posse do Território de Fernando de Noronha e foi por água abaixo o projeto da Fábrica de Barrilha. Perdemos a refinaria que desejávamos, perdemos a conexão com a Ferrovia Transnordestina e a Transposição do Rio São Francisco ainda não chegou por aqui.
O falecido metrô subterrâneo de Natal, transformou-se num outro finado chamado VLT, uma bonita sigla que significa Veículo Leve Sobre Trilhos e que seria importantíssimo para a região metropolitana de nosso estado.
É interessante como sempre circulam comentários na mídia de que os políticos do nosso estado são influentes em Brasilia, que a nossa classe política é muito forte lá fora e que os governantes são amigos do Presidente.
Não podemos ser injustos ao ponto de não reconhecer que não haja o menor empenho. Sim, ele existe. Mas o que é que está faltando?
A priori pode estar faltando planejamento e definição de prioridades. Vez ou outra, políticos expõem, aparentemente num momento de empolgação, projetos na mídia, mas sem riqueza de detalhes, impactos causados, recursos totais, dia e hora para começar e concluir com o devido respeito aos prazos.
As novidades da hora são o Aeroporto Intercontinental e Intermodal de São Gonçalo do Amarante e no rol da renovação das promessas em épocas de campanha, consta também o fato de Natal ser uma das sedes da Copa de 2014, e que por isso receberá quase que infindáveis recursos do PAC, um programa de aceleramento do crescimento, que precisou de medidas para, acelerá-lo.
Há também a disputa nacional com relação à equalização na partilha dos recursos dos Royalites de Petróleo existentes e nos que virão com o prometido Pré-Sal. A redistribuição mais justa beneficiaria a 25 dos 27 estados brasileiros, dentre eles o pequeno Rio Grande do Norte.
Foi aprovado na Camara Federal, tem tudo para ser aprovado no Senado, mas o Presidente Lula já avisou que vetará. Para não sofrer desgaste político, ou haverá um acordo ou a votação ficará na gaveta até que passem as eleições de 2010.
Mais uma vez, o coração do norte-rio-grandense começa a ficar apertado. É de se temer, sinceramente, pelos prazos que não têm sido cumpridos, que estes últimos e renovados sonhos dos potiguares passem a fazer parte dos projetos frustrados e esquecidos.
É fundamental um pouco mais de honestidade e transparência.
Se de fato já não se enxerga mais a possibilidade de se realizar a Copa em Natal, e que o Aeroporto de São Gonçalo já não seja tão reversível quanto antes, que o povo tenha o direito de saber, antes das eleições deste ano e que os eleitores saibam fazer o seu devido julgamento.
Esperamos que o efetivo poder dos políticos do RN seja suficiente para estancar as perdas pré-anunciadas.

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