CMN relembra fatos históricos da Insurreição de 1935
Há 75 anos brasileiros pegaram em armas com o objetivo de livrar o Brasil de um possível jugo fascista. A empreitada ficou conhecida como Insurreição Nacional Libertadora. O movimento foi uma espécie de rebelião contra o governo de Getúlio Vargas. Na realidade, tinha por objetivo derrubar o presidente e tomar o poder. Liderada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), o movimento eclodiu em novembro de 1935, mas foi rapidamente combatido pelas Forças de Segurança Nacional.
O movimento ganhou adeptos dentro dos batalhões. Militares de baixa patente inclinados ao comunismo iniciaram a rebelião na noite do dia 23 de novembro de 1935, em Natal onde os revolucionários chegaram a tomar o poder durante três dias. Depois se estendeu para Maranhão, Recife e por último para o Rio de Janeiro, no dia 27. Em Natal mais de 1.200 pessoas foram presas. Muitas ficaram detidas por mais dez anos, quando em 1945 foram anistiadas.
O professor da UFRN, Homero Costa fez uma abordagem panorâmica sobre os fatos ocorridos durante a insurreição de 35. Ele explica que o ano transcendeu os limites do seu tempo. O partido comunista foi o responsável pela preparação e execução do levante sob a liderança de Luis Carlos Prestes.
Os combates se deram em Natal, Recife e Rio de Janeiro. Milhares de brasileiros foram presos, torturados e mortos. O Partido Comunista do Brasil foi colocado em extrema ilegalidade tendo seus quadros perseguidos e sua estrutura desbaratada. Dez anos depois, em 1945, já com as forças nazi-fascistas derrotadas política e militarmente no cenário internacional, os comunistas tiveram um excelente desempenho eleitoral. Elegeram o senador mais votado, Luiz Carlos Prestes, 14 deputados federais e obtiveram 10% da votação para a presidência da República com o candidato Yedo Fiúza.

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