Caravana da Anistia chega ao Rio Grande do Norte para fazer justiça histórica
As feridas ainda estão abertas. Nunca esta dor vai passar. Estas frases foram repetidas diversas vezes por homens que sofreram tortura, perseguição, e privação de liberdade durante a ditadura militar no Brasil. E a Assembleia Legislativa foi o palco de uma reunião histórica de alguns destes homens na manhã de hoje, por motivo da 42ª Caravana da Anistia. O evento promovido pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça contou com a presença de diversas entidades que lutam pelos direitos humanos no país.
A família de Luiz Ignácio Maranhão Filho recebeu um reconhecimento especial. O advogado, jornalista e ex-deputado estadual teve o mandato cassado pela ditadura. Hoje ele recebeu uma homenagem post mortem e uma placa na Assembleia Legislativa lembra que Luiz Maranhão foi escolhido para integrar o Memorial Pessoas Imprescindíveis. A placa foi descerrada pelo ministro da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi e pelo amigo e presidente da Associação dos Anistiados Políticos do Rio Grande do Norte, Meri Medeiros.
Na abertura oficial do evento, o momento mais emocionante foi a execução do Hino Nacional. Um curta metragem mostrou depoimentos de personagens vítimas da ditadura. O ministro Paulo Vannuchi defendeu que o tema seja discutido nas escolas. A Alemanhã não tem vergonha da besta nazista. Eles discutem no banco da praça. E nós não podemos ter vergonha para que a besta não volte.

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