Audiência pública em Mossoró esclarece informações falsas e levanta problema das vaquejadas no RN
O Ibama continuará agindo rigorosamente dentro da lei e não abrirá exceções nem vai dar jeitinho quando o assunto foi criação ilegal e tráfico de animais silvestres. Essa foi a posição defendida pelo superintendente do Ibama no RN, Alvamar da Costa de Queiroz, que participou nesta tarde de uma audiência pública na cidade de Mossoró. A audiência foi convocada pela Câmara Municipal como reação a informações falsas divulgadas pela imprensa local.
Segundo alguns jornais que se utilizaram de fontes não confiáveis, os animais apreendidos pelo escritório do Ibama em Mossoró estariam sendo vítimas de maus-tratos e apresentavam altas taxas de mortalidade – de 2,5 mil apreendidos nas últimas semanas 1,5 mil teriam perecido (sic). Nada disso é verdade, esclareceu o superintendente. Trazendo dados oficiais, informou que o Ibama em Mossoró recebeu entre apreensões e entregas voluntárias desde o início do ano, 851 animais, dos quais apenas 27 morreram.
Para os analistas ambientais do escritório de Mossoró a divulgação de dados falsos pode ser uma reação à eficiente parceria existente entre o Ibama e o novo pelotão da Polícia Militar Ambiental na cidade que, em apenas 6 meses intensificou as fiscalizações sobre cativeiros irregulares. A atuação de ambos os órgãos provocou uma reação inédita na população, que passou a entregar espontaneamente os animais para não ser penalizada. Esse novo comportamento teria descontentado os criadores locais, que temem perder seu plantel irregular.


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