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A hora dos proporcionais ?

Quem assistiu ao filme anterior das eleições da capital do RN, nossa cidade Natal, certamente teve acesso a uma mensagem, bastante conhecida, mas que agora tornou-se um exemplo prático, visível e para alguns muito triste.
Em nome de um acordão de cúpula houve um conseqüente desprezo dos interesses das bases partidárias, mais especificamente dos candidatos que pleiteavam cargos na proporcional (candidatos a vereador) e o fim foi trágico para os que participaram deste arrumado.
Nas eleições municipais de 2008, em Natal, o PMDB, O PSB e o PT uniram-se em torno da candidatura à prefeita da então deputada petista Fátima Bezerra. A reboque, formou-se uma coligação para a tentativa de eleição dos vereadores de cada um dos partidos envolvidos, que, aliás, eram incentivadores de candidaturas próprias para prefeito da capital.
Rogério Marinho seria o candidato do PSB, Hermano Morais do PMDB, Fátima Bezerra do PT. Ainda se cogitava o apoio do PSB à atual prefeita Micarla de Sousa do PV e compunham o arco de alianças o Presidente da Assembléia Robinson Faria (PMN) e o deputado federal João Maia (PR).
Rogério, por pressão da líder maior de seu partido, governadora Wilma de Faria, foi enxotado do partido por tentar emplacar sua candidatura. Hermano teve o seu desejo sepultado pelo seu maior incentivador, Dep. Henrique Alves, respaldado pelo senador Garibaldi. Robinson e João Maia ficaram a ver navios e apenas foram comunicados de que Fátima seria a candidata, às vésperas do anúncio ao público.
As conseqüências, todos já conhecem: o não envolvimento das bases na campanha majoritária de Fátima e a soma dos apoios destes insatisfeitos com os apoios de João e Robinson culminando com a eleição de Micarla e o esfacelamento da chapa proporcional. O próprio PT, que seria o maior beneficiado, acabou sendo o maior prejudicado e não elegeu nenhum vereador.
Agora em 2010, na tentativa de renovação dos mandatos de uns e expectativa de conquista por parte de outros, as bases partidárias temem que, mais uma vez, as composições majoritárias (para o senado e governo) esfacelem as proporcionais (para deputado federal e estadual). O partido do governo estadual, o PSB, é o que hoje enfrentará a maior dificuldade.
Para reflexão final fica a pergunta: como estão sendo construídas as candidaturas de Rosalba Ciarlini (DEM), Iberê Ferreira (PSB) e Carlos Eduardo (PDT) ao governo do estado? Estas e também as candidaturas de Wilma de Faria(PSB), José Agripino(DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) ao senado estão levando em consideração os interessas das bases partidárias e o apelo popular? Até que ponto, mais uma vez, as candidaturas de interesse do Plano Nacional influenciarão positivamente ou negativamente neste jogo?
Será que veremos este filme mais uma vez ou é chegada a hora dos proporcionais?

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