Audiência discute sistema de água e esgoto em Natal
A Qualidade no atendimento aos usuários do sistema de água e esgoto do município foi tema de audiência pública, promovida nesta quarta-feira, por iniciativa do vereador Ubaldo Fernandes (PP). Para o parlamentar, esta reunião acontece a pedidos dos movimentos sociais. “Vamos discutir juntos problemas relacionados ao dia a dia das pessoas da cidade”, ressalta. Questões como a terceirização dos serviços da Caern, a falta de saneamento nos bairros das Quintas, Rocas e Mãe Luiza, investimentos nas estações de tratamento de água e saneamento foram amplamente discutidos.
O gerente de projetos da Caern, Josildo Lourenço, explicou que desde de 2007 a Caern vem investindo em saneamento com obras consolidadas e em andamento. “Mais de 700 milhões foram investidos em tratamento de água e esgotamento sanitário em Natal. Apresentamos uma alternativa ao projeto do emissário submarino. Se alternativa apresentada pela Companhia for aceita, serão economizados mais de R$ 47 milhões”.
De acordo com as informações, a melhor alternativa seria construir uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), no bairro dos Guarapes, que seria uma opção melhor não apenas do ponto de vista econômico, mas também é uma alternativa técnica mais viável. O terreno, localizado no bairro dos Guarapes, que já foi cedido pela Prefeitura por 20 anos sendo renováveis por igual período. A estação irá tratar os esgotos daszonas Sul e Leste de Natal em nível terciário, que trata resultando em uma água sem contaminantes, com disposição final no estuário do Rio Jundiaí.
O presidente da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico – ARSBAN, Elias Nunes, explicou o papel de fiscalizador do órgão. “Trabalhamos para regulamentar o saneamento básico em Natal. É engrandecedor receber no próximo dia 30 a estação de tratamento de esgotos do baldo. Estamos aliviados porque vamos ter boa parte dos esgotos tratados na nossa cidade”, ressalta. O vereador Ubaldo enfatizou a falta de estrutura da Arsban para melhor fiscalizar as atividades da Caern. “Precisamos de maior estrutura para uma fiscalização mais eficiente. Sabemos que existem empresas terceirizadas dentro da Caern que não executam o trabalho a contento”, explica.

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