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O QUE QUEREM ESCONDER DESSA VEZ?

 

A estratégia de dispersão da opinião pública, promovida pela família Bolsonaro continua a mesma. Em um só dia – o que lembra uma jogada ensaiada – três tiros são disparados, cada um por um filhote: O PSL, partido do presidente, escolhe Flávio para desarticular CPI da Lava Toga, que o beneficia; Eduardo aparece armado ao lado do pai; e Carlos ataca a democracia: “País não terá transformação rápida por vias democráticas”.

Sempre que isso acontece, me pergunto: O que será que estão querendo esconder dessa vez? Querem virar a página de que assunto? Da nomeação do PGR fora da lista dos procuradores? Da queda de popularidade do presidente? Das queimadas? Das agressões internacionais a chefes de estado de outros países? Do Queiroz, investigação da laranjada e do cheque de 40 mil para primeira dama?

Ou seria para desviar as atenções do estelionato eleitoral que é a tentativa de criação de mais um imposto para o povo brasileiro, a nova CPMF? Ou do desmonte do “Minha Casa, Minha Vida”, que gera emprego e renda em nosso país, que tem seu financiamento diminuído a cada dia, enquanto a caixa devolve dinheiro do seu lucro, para o Governo fazer superávit primário e entregar para os bancos privados e agora quer entregar também o dinheiro do FGTS do trabalhador nas mãos destes mesmos bancos privados?

São comportamentos graves que não podem passar despercebidos, por mais que desviem o foco de assuntos também importantes.

Trata-se de uma estratégia desonesta, copiada e colada de outros presidentes extremistas de direita no mundo que tem tido o mesmo comportamento.

Incrível, e perigoso, é que não há freios aos ataques, sejam eles concretos ou simbólicos, explícitos ou velados, que são feitos diariamente à democracia.

O que para alguns pode ser visto como bobagens de meninos mimados que acham que estão em uma monarquia, fere a cada dia a nossa democracia e propagam valores não republicanos a uma parte do povo, que sem condições de discernimento, acatam e defendem algumas barbáries produzidas por eles.

Devemos ter cuidado, pois o desprezo pela democracia e o incentivo à autocracia, ao autogoverno, na mesma linha do “fazer justiça com as próprias mãos” nos coloca a um passo de uma ditadura.

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