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UM GRANDE ACORDO, COM O SUPREMO, COM TUDO…

 

 

Quando no início a lava-jato atingia um ou dois partidos, praticamente contava com o apoio de todos os outros partidos e instituições. A partir do momento em que a fogueira começou a alcançar os pés de 30 dos 35 partidos brasileiros e a queimar as outras Instituições da República, como PGR (Procuradoria Geral da República), STF (Supremo Tribunal Federal), Câmara, Senado e presidência, passamos a observar uma escalada de protestos e, então, surgiu a famosa frase de Romero Jucá, em uma conversa interceptada: “Precisamos estancar essa sangria”, propondo um “grande acordo com o Supremo, com tudo”.

O tempo passou, Governos mudaram, Juíz “Herói” imparcial virou Ministro do Governo de plantão, e o discurso dos “puros” que chegaram ao poder sob o argumento do combate à corrupção começou a mudar.

Hoje, o próprio Presidente da República dá suporte, colaborando com o acordo de ajudar a estancar a sangria. Senão, vejamos, por mais incrível que pareça, o genro do dono da OAS, um das principais empresas denunciadas da lava-jato, é o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF); E Bolsonaro permite que haja o desmonte da Lava-Jato, não vetando na totalidade a lei de abuso da autoridade, deixando para depois a votação do “pacote anti-crime” de Sérgio Moro e descartando nomes indicados por ele em importantes instituições, desmontando o COAF (que já descobria irregularidades de Ministros do STF) e barra as nomeações indicadas por Sérgio Moro – fato que interfere nas investigações de órgãos como a Receita e a Polícia Federal, gerando duros protestos das categorias.

Vale lembrar, que o “pente-fino” do COAF, atingiu ao próprio filho de Bolsonaro, além de dezenas de outros políticos – Entra aí o acordo com o Congresso. Agora, chega a vez de Raquel Dodge, no final de seu mandato, de também colaborar com o sepultamento da lava-jato, ou pelo menos contribuir para que a turma do OAS seja preservada.

O tempo é o senhor da razão e eu acredito que, um dia, assim como tem aparecido as revelações do Intercept, mostrando os bastidores da operação lava-jato, também será revelado o parecer dado por Raquel Dodge, que beneficia essa mesma empresa (OAS) e alguns de seus integrantes, e que gerou a DEMISSÃO VOLUNTÁRIA E COLETIVA de 6 Procuradores da República, integrantes da equipe da lava-jato.

Tudo isso, vai acontecendo sob o “silêncio gritante” de Sérgio Moro – que no acordo poderá ser Ministro do STF ou candidato à Presidência da República – e o pau que bateu em alguns Chicos, vai aliviando, a cada dia, a pele dos Franciscos que estão no poder. E, segue o acordo, com o Supremo, com tudo…

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