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[COMENTÁRIO] EFEITO LULA FORÇA BOLSONARO A TRATAR DE AGENDA SOCIAL.

 

O efeito da soltura do Ex-Presidente Lula, parece ter provocado de imediato o Presidente Bolsonaro a discutir uma agenda social e a frear agenda de reforma administrativa, que já estava em andamento e que previa mais cortes de direitos dos servidores públicos. Parece também, pelo menos por enquanto, ter colocado um freio nos discursos de Bolsonaro, que passa a pensar sobre as suas estratégias.

Há, ainda, alguns alertas importantes vindo da própria América Latina, especialmente os sinais dados pelo Chile e Argentina que embarcaram em agendas econômicas muito semelhantes a de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Há hoje também um apagão de mão de obra que limita a expansão econômica do país, mas, mesmo assim, neste caso, Bolsonaro e a equipe econômica estão dispostos a arriscar mais, diante da passividade e da inércia do povo brasileiro que parece estar mais preocupado com o futebol do que com a reação aos aumentos que atingem aos seus próprios bolsos. Pois, além de mais aumento de gasolina, como já detalhamos em outro comentário semana passada, hoje entra em campo um novo aumento no gás. Tanto no gás de cozinha, quanto no gás utilizado pela indústria, o que prejudica e encarece também a nossa produção e competitividade interna e externa.

Diante de tudo isso, é interessante destacar que até mesmo Armínio Fraga, que foi Presidente do Banco Central no Governo Fernando Henrique e hoje é um dos sessenta homens mais poderosos do Brasil na economia, já acordou e declarou em entrevista que “O PIB não destrava sem diminuição das desigualdades sociais. E que não é possível esperar o bolo crescer, para depois dividir”. No Brasil, a verdade concreta é que os ricos estão ficando cada vez mais ricos e os pobres mais pobres.

A saída de Lula da prisão, é um fato importante que, por um lado, contribui para reedição e acirramento da polarização na política brasileira. E, tal polarização, de fato, carrega consigo alguns efeitos negativos.

Porém, por outro lado, além de expor e deixar muito claro aos eleitores projetos de nação completamente diferentes, pelo menos por hora, já está produzindo alguns efeitos positivos, como fazer com que o Presidente Bolsonaro no mínimo reflita sobre o tipo de política econômica que vem desenvolvendo.

Pois, quem tem memória, deve lembrar que muitos temiam que nos transformássemos em uma Venezuela, e hoje, talvez estes mesmos temam que viremos uma Argentina ou mesmo que a gente se transforme em um Chile.

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