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[COMENTÁRIO] DEUS MERCADO: UM SER ESTRANHO

 

O Deus mercado é realmente um ser muito interessante sobre o qual vale a pena se debruçar para conhecê-lo muito bem. Tipo, decifra-me ou devoro-te. De tudo os países da periferia do capitalismo, como o Brasil, fazem para melhorar os humores do abstrato deus mercado.

Reforma Trabalhista, Reforma Previdenciária, anúncio de Reforma Administrativa, privatizações, cortes na saúde, educação e segurança, dentre outros. Nada, nada disso acalma a sanha do mercado e das bolsas. A qualquer movimento, seja de uma loucura local do Presidente ou mesmo de algum problema gerado pela formiga da Malásia, a bolsa cai, o dollar sobe, os combustíveis sobem.

Sempre gosto de alertar para o fato de que em todo movimento como este, natural ou provocado, como alguns na América Latina ou mesmo no Oriente Médio, ou na Europa, alguém ganha e alguém perde.

É importante sempre observar que em geral, quem sai ganhando é sempre o dollar americano. Curioso, não?

Estando o país estável ou instável, cortando despesas e arrochando o trabalhador, aumentando a gasolina, abrindo as fronteiras, flexibilizando regras trabalhistas, de um modo ou de outro, por causa real ou forjada, por fato contrato ou expectativa e projeções do que pode acontecer, nada disso contém a sanha do Deus mercado.

Qualquer vento aparece como justificativa para aumento do dollar, queda de bolsa, aumento da gasolina, não importa o que o país tenha feito internamente para tentar acalmar essa onça feroz.

O que querem? A escravidão? Subjugação de vez?

Este é um dos motivos pelos quais o Brasil tem que se impor e defender a sua soberania nacional, pois certas modinhas internacionais liberais ou ultra-liberais, que são vendidas para nós, nos prejudicam a cada dia e não há garantias, não há controle, ficamos à mercê de um deus abstrato, e pagando mais caro a cada dia, muitas vezes por produtos que são nosso por natureza, como petróleo, gás, energia elétrica, telecomunicações, etc.

É como se não entendessem que energia é estratégica para um país e como se não compreendessem que justamente o país mais protecionista do mundo na economia, é o que mais prega para seus seguidores latino-americanos a abertura das economias dos outros.

O mais incrível é que apesar de ser um Deus estranho, está em toda parte, e em todos os discursos, mas ninguém encontra quando precisa recorrer. E por mais que se façam todos os deveres de casa,  ou mesmo que se volte para a escravidão, ele nunca fica satisfeito.

E ardiloso como uma serpente, arruma sempre uma estória bonitinha para justificar suas atitudes e uma grande massa acata, aceita passivamente, que a gasolina, o gás, ou o dollar ou tudo subiu de preço, por causa da formiguinha da Malásia que quebrou a patinha.

Parece que muitos não entendem que é o mercado quem deve servir às pessoas e às nações e não as pessoas e as nações servirem ao deus mercado. Amém?

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