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UM PROPÓSITO À VIDA

Quem tenta tirar a própria vida, já morreu por dentro. Sim, a frase é forte. Mas, é preciso pensar sobre isso.

Porém, se for possível encontrar um sentido para continuar vivo, um propósito à vida, é provável que se consiga renascer antes da morte da alma e consequentemente do corpo.

Este pensamento pode ser aplicado coletivamente a um país ou individualmente a um cidadão. Coletivamente, o Brasil parece padecer da síndrome do vira-latas, uma espécie de baixa autoestima coletiva: tudo é melhor em outros países, assim como a grama do vizinho é mais verde e mais bonita.

Vem de muito longe esse problema ainda não resolvido que parece insistir em não perceber o seu potencial e a sua vocação no mundo. Primeiro surgiu no Brasil a formação do Estado, antes da formação do seu povo e o país ainda patina na construção de nação. Construir nação supõe construir a noção de pertencimento, de grupo. Desunião divide, enfraquece. Para se unir, um país precisa encontrar um sentido de existência coletivo, um sentido de nação, de povo no mundo que tem missões importantes a cumprir. País sem rumo, pode produzir cidadãos sem propósito.

A melhor forma de tratar do tema é falar de Vida. E falar de vida é falar sobre o que fazer com ela. É falar sobre tentar compreender o porquê de estar aqui, neste momento, neste plano terreno e descobrir qual a sua missão no mundo, no país, estado, cidade, na sua casa, na família. Perceber que tipo de contribuição cada um pode dar. E, todos podem. Independente da condição econômica, da classe a que pertença, profissão que desempenhe ou mesmo que esteja ou sinta-se excluído.

Penso que às vezes parece faltar às pessoas um propósito. Um equilíbrio. É importante ter sonho para si e para além do seu umbigo e ter clareza de que o seu sonho deve ser o seu sonho e não o que a televisão ou o outro disser. O seu desejo deve ser o que você deseja do fundo de sua alma, do íntimo do seu coração e não o que outros imputam, impõem ou sugestionam.

Felicidade é relativa. E cada um deveria entender que mesmo possuindo a capacidade de criar o seu próprio referencial de felicidade, este será verdadeiramente alcançado se a ele estiver vinculado um propósito. Felicidade para uns é acumular bens, para outros viajar. Para uns é possuir muito dinheiro para ficar admirando sem gastar, enquanto outros o querem para esbanjar e alguns para compartilhar com os que necessitam.

O seu ser é percebido pelo que você faz com as coisas que você tem ou pelas coisas que deseja ter e pelo que você faz do seu ser, para ter o que deseja. Portanto, o equilíbrio entre o ter e o ser se constituem como um ótimo caminho para que se chegue à felicidade plena.
Na sociedade atual, a velocidade e a virtualidade são duas palavras de ordem sempre presentes nas várias áreas de nossa vida.

Pensando na qualidade das relações, por exemplo, percebe-se que mídias e redes sociais afastam quem está perto e aproximam quem está longe e vale lembrar que nada substitui o calor humano, o abraço, o contato olho no olho. O excesso da virtualidade implica em construção de relações frágeis, velozmente dissipáveis à primeira prova e geralmente falsas, pois interface é escudo, é avatar.

Após momentos demorados de reflexão, criei para mim mesmo o que chamei de Diagrama da Vida, para que diariamente eu me recorde de algumas dimensões da vida a que devo me dedicar com equilíbrio e com propósito.
1) – Pessoal / eu / lazer: tempo é prioridade.
2) – Mente: meditação, pensamento positivo, sonhos, educação, formação.
3) – Corpo / Saúde: alimentação, atividade física, exames preventivos.
4) – Espírito: cuidar do ser e da alma, fé raciocinada, agradecer.
5) – Família: presença, doação, paciência, apoio, carinho, amor.
6) – Relacionamento / amor / sexo: escolha, cumplicidade, companheirismo.
7) – Amizade: cativar, cultivar, sinceridade, confiança.
8) – Trabalho: dignidade no ter para si e para além do umbigo.

PENSE NISSO!

ENCONTRE UM PROPÓSITO, seja útil a outras pessoas E DÊ SENTIDO A SUA VIDA.

CVV DISQUE 188 E SETEMBROAMARELO.COM

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